
Comme des jumeaux.
Deux signes de feu.
Ta peau sur ma peau.
Je te veux! Je te veux!
Deux lampes allumées.
Mon prince, conte de fées.
Je t'aime. Je t'aimerai.
À jamais! À jamais!

Derrière ton regard,
.Beijam-se os pombos amiúde,
nos postes,nos ramos, nos beirais
e, vendo-os nessa terna atitude,
invejo-lhes os enlevos tão leais.
Cantam rouxinóis o seu prélude,
promessas de amor sempre fatais,
igualam a Chopin em beatitude,
as românticas melodias dos pardais.
Preferidos filhos da Natureza,
na cor, na graça e na beleza,
parecem reunir a perfeição.
E todavia são como tu e eu,
pequenas almas voando lá no céu,
enquanto as penas se arrastam pelo chão.
canela-e-jasmim
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Café At Night - Vincent Van GohgFoste tu , mon chéri, que me ensinasteas ruas, os cafés e o céu de Lisboa.As pontes ,que nos levam aos céus,e os caminhos , que lá podemos traçar.Ensinaste-me a Noite e o Luar de Agosto,as ondas de beijos e as marés do Desejo.As calçadas, que nos levam aos sonhos,e as fantasias, que lá podemos realizar.Só tu sabes, Amor!Das Luas.Do Mar.
Gosto de ti !
E tu perguntas:
Quanto?
Amo-te !
E tu perguntas :
Quanto?
Pois quanto não sei.
Nem sei se gosto de i por tanto te amar,
se te amo por tanto gostar de ti.
Sei que é assim,
do tamanho do Mundo!
Deste tamanho todo,
vês meu amor?
Sei que és assim,
o meu almofadão doce,
ao qual me agarro,
nos momentos bons
e nos momentos tristes.
E é sempre no teu peito-concha,
que ouço o mar dos meus sonhos.
Gosto de ti.
Amo-te.
Assim.
Porque sim !
Que borboletas singelas,
rodopiando nas telas ,
nos céus do teu desenhar !
Parecem flores a voar,
em redor de caravelas,
de tão azuis e tão belas,
nos mares do meu versejar !
Fosses tu,ainda que um pouco,
a alma do meu cantar,
seria o poema louco,
e eu borboleta a voar !
Nas horas inquietas
em que te invoco
espero sempre
ver-te chegar
com teus passos de veludo azul
fazendo brotar gipsófilas
das pedras do meu caminho.
Falo-te
através do rosário
das minhas perdidas pérolas
metáforas de anil
que me enfeitam o colo.
Asas secretas
as tuas.
Minha
a eterna oração.


Ilustração: L'Ame de Rose - Art Print Vintage
Cálidas tardes
de perfumados dias.
Rosmaninho petiz,
no regaço das comadres,
lavanda, alfazema,
p'ró linho das tias,
Cálidas tardes
nesse campo jardim,
longe das comadres,
segredavas assim:
Bem me queres
bem te quero
quero-te para mim!