sexta-feira, abril 10, 2009

Os poemas



Méditation- W. Bouguereau


Como rios que se apartam e ao mar retornam.

Como hortênsias que se fanam e reflorescem.

Como taças de água que se enchem e não se entornam.

Como rostos que se perdem e não se esquecem.

Como jóia rutilante em colo de moça.

Como as datas memoráveis se festejam.

Como açúcar que a nossa boca adoça.

Os Poemas são palavras que nos beijam.


Clotilde Simões

quinta-feira, abril 09, 2009

Mulher sentada






"Femme assise" J. Yoska 1969


Mulher sentada


Mulher sentada no silêncio,
expirando dor,expirando mágoa.
Olhar de deusa destronada,
nos cabelos uma ave abandonada.
Mulher sentada à beira de água,
nos labirintos do pensamento,
corta marés, busca o fanal.
Etérea a paz deste momento,
a alma desvenda o firmamento,
onde tudo é Alfa e Ómega... intemporal!

Clotilde Simões

terça-feira, abril 07, 2009

As coisas simples



Hoje, não tinha pensado em postar o que quer que fosse,
por falta de inspiração ou talvez preguiça,

mas...

uma " simples, uma foto simples" da minha amiga Maria P.
na sua Casa de Maio,

levou-me a deixar aqui esta mensagem,

também ela simples:





Apreciem as pequenas coisas !



Como umas simples margaridas.


Obrigada, Maria!



segunda-feira, abril 06, 2009

VIVER




VIVER é uma contínua caminhada.

Quantas vezes sem bússola.

Mais das vezes sem qualquer itinerário.

O mal é a incerteza da chegada.

O bem é o prazer de caminhar.




sexta-feira, abril 03, 2009

Soneto


Menina e lenda








Ternas e belas minhas manhãs de Abril,
breves hortênsias bailavam no jardim.
Lá bem no alto, o céu turquesa e o anil
Em baixo, as rosas sorrindo para mim!

Frescas as urzes e as seivas dos pinhais...
E no muro de hera, pertinho dos penedos,
Cantavam alegremente os pardais,
felizes, como eu, em seus folguedos.

A ponto cheio fazia meus bordados,
ingénua ainda, tão simples, sem cuidados!
Menina e lenda do meu reino fantasia.

Então, ao ritmo da Primavera que passava,
quadras gentis minha boca recitava,
e eu era moça, musa e ninfa, poesia!

Clotilde Simões
Abril,2009







Desejo-vos um excelente fim de semana !

quinta-feira, abril 02, 2009

Essa palavra





Não escrever. Não dizer. Não falar.
Ignorar que a Palavra existe.
Guardar a Palavra com todos os seus contornos
Nos recônditos mais secretos da alma.
Ali, onde convive com o pesadelo diário da Ausência,
Onde partilha o caminho escarpado da Saudade.
Guardá-la aqui,no coração, no peito,
Onde as luas e os fogos não adormeceram,
Ainda!

Não soletrar a primeira sílaba.
Não pronunciar sequer a sua primeira letra.
Ignorar a Palavra.
Esconder a Palavra.
Matar a Palavra!

A Palavra não pode existir.
A Palavra não pode viver.
Porque a Palavra acorda fantasmas.
Porque a Palavra corrói!

Mas a Palavra é fecunda.
Renasce.
Copula.
Propaga-se.
A Palavra invade a carne, o sangue, os neurónios!
A Palavra quer possuir.
A Palavra pede.
A Palavra exige!

Urge abandonar a necessidade física da Palavra.
Esquecer a teoria filosófica da Palavra.

Guardar apenas a essência, o perfume, o calor da Palavra.
Guardar apenas as veladas alquimias da Palavra.
Saborear a Palavra nos silêncios crepusculares.

E continuar disfarçando, ignorando, fingindo
Que a Palavra não precisa ser escrita, dita, gritada, sussurrada, gemida!

Essa Palavra...Poesia
Que eu amo Absolutamente!

Clotilde Simões

segunda-feira, março 30, 2009

Cartas de Amor



Uma aluna, a quem dou explicações de Língua Portuguesa, trouxe para a lição de hoje uma "Carta de Amor". Pretendia que eu a corrigisse, já que se trata de um exercício de produção escrita para entregar ao professor, após as férias da Páscoa.

Este episódio, que nos valeu a ambas uma boa hora de divertimento (afinal estamos de férias !), levou-nos a concluir que já pouca gente escreve cartas de amor.A sua total falta de prática e de inspiração, apesar dos jovens 16 anos, são bem prova disso.

Nos nossos dias, com os telefones portáteis, as mensagens gratuitas, o correio electrónico e, acima de tudo, a facilidade dos postais "pronto-a-enviar" com imagem, texto e música, fazem com que o Amor não se escreva e os sentimentos não se exprimam por palavras. Daí a não se saber sequer falar de emoções vai um passo tão pequenino... E quem não fala, não se entende.

E triste, todavia.O Amor precisa de elogios, de sonhos, de suspiros e de palavras bonitas; não sobrevive a demasiados silêncios. Tudo isto apesar de "todas as cartas de amor serem ridículas", no dizer de Pessoa.Mas não seremos todos um pouco tontinhos e ridículos quando amamos?

domingo, março 29, 2009

Dos mimos e dos lavores

Há dias em que tento fazer poesia com as agulhas, as linhas e as missangas.




Pode ser um chapelinho azul para levar na lapela...



uma carteirinha a sonhar tardes de Verão na esplanada...



bolsinhas coloridas para guardar os lenços ou o telefone portátil...



ou ainda os cigarros ou os lápis.



Pequenos mimos, ingénuos, para usar, oferecer às amigas.
Pequenos gestos de quem é incapaz de ficar sentada, quietinha, frente ao televisor.

sexta-feira, março 27, 2009

Ma solitude



Ma solitude est écrite

sur le vent

de mon pays

et elle survole le feu et les flammes

de mes volcans enragés.

Ma solitude est écrite

sur la mer

de mon pays

et elle se noie dans le sable et la mousse

de mes marées oubliées.

Ma solitude est écrite

sur le cœur

de mon pays

et elle enferme le désir et la peur

de mes rêves insensés.

Parce que c’est dans la solitude

que l’on écrit le mieux,

le bonheur n’étant plus qu’une vieille habitude.



quinta-feira, março 26, 2009

Do Tempo



O Tempo roubou-nos tempo
e ainda as palavras e os gestos
e todas as pequenas coisas
que pareciam sem importância
e que , afinal, eram tão importantes!
O Tempo roubou-nos sonhos e promessas
e ainda mais palavras e mais gestos
e todos os pequenos planos
que pareciam sem sentido
e que, afinal, faziam todo o sentido!

O Tempo levou-nos as velas e a toalha de renda
e todas as flores do jardim.

E onde eram as palavras apenas silêncios.

terça-feira, março 10, 2009



antigamente o amor a preto e branco
talvez esboço de um romance colorido

antigamente ele e ela uma ilha
uma arca um tesouro escondido


Berlenga - Agosto 2008


reconheceria o nome se as sereias lho cantassem
a dor presente na neblina sobre o mar
reconheceria a cor se as nuvens lha pintassem
a nostalgia sobre a onda a navegar

há esta ilha no seu mar aqui tão perto
há este grito no seu peito tão deserto


( a ouvir Brahms na Antena 2)

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Os narcisos



Comprei um vasito com três bolbos de narcisos, que entretanto floriram.
Gosto deste prenúncio de Primavera na minha cozinha.
Gosto de acordar pela manhã e de poder ter estes pequenos sóis sorrindo para mim.
Apetece-me dizer. "Quando for grande, vou ter um jardim inteiro de narcisos em flor".

Narcisos e jacintos e gladíolos e tulipas e rosas daquelas muito cheirosas e pequeninas. Quando eu for grande.


sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Postais antigos

Celebrando a data em que se comemoram os
afectos,deixo-vos uma pequena amostra de
postais de outros tempos, da minha colecção
de imagens recolhidas na net e de autoria
desconhecida.





Como poderão verificar o "Valentine's Day"
não é nenhuma invenção dos tempos modernos
e também não se limita a celebrar os namoros.




Na sua essência, trata-se de festejar os
sentimentos, não só de amor, mas também
de amizade.





E é com este espírito de grande amizade,
que vos desejo a todos, amigos e amigas,
um Dia de São Valentim repleto de ALEGRIA!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Vermelho




Escrever agora os dias a vermelho .

Eterna cor intensa das cerejas.

O romance sempre vivo do Stendhal.

O sangue que no pulso se agita.


Ousar agora a cor do grito a cor da vida !

Diluir com amarelo e ter o Fogo.

O Sol ao repousar sobre as marés.

A lava do vulcão na Costa Rica.



A cor que não desbota e ainda queima.

A ferida eterna ferida que não sara.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

O Segredo



Esta tarde, num intervalo entre duas aulas, decidi fugir do vento e dos chuviscos. Refugiei-me durante uma hora na Biblioteca Municipal. Gosto do cheiro dos livros, do silêncio apenas cortado por breves sussurros ou um ligeiro passar de página.

Uma biblioteca é como um templo. Caminhamos pé ante pé pelas diferentes capelinhas, em busca de alívio, de esperança,do texto certo.

Como sempre,não recusei um livro de poesia que se me oferecia num cantinho de estante, um romance e... subitamente, descobri O Segredo!Ali! Parecia estar mesmo a pedir-me leva-me contigo e sê feliz.Sinais do Destino?

Eu sou daquelas pessoas que quase sempre recusam os best-sellers. É uma mania minha. Odeio andar a ler o que todo a gente está a ler no momento.Por isso também resisti à leitura do que perto de quatro milhões de americanos estavam a ler há uns tempos atrás.Achei que não seria nada original.

E calhou de ser hoje.Sem esperar, sem querer, acabei por trazer o Segredo comigo. Afinal, se for para ser imensamente feliz, extraordinariamente realizada, muito amada e muito rica, ainda estou a tempo.Ou não?



sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Neve




Vim procurar no jardim.

Esgravatar o húmus.

Escavar a terra.

Como ontem.
Como sempre_______________________ ...

Cobriram-se de neve os meus lírios queridos.

E os dedos finos e frágeis das árvores
já não sabem escrever poemas.

Vim resgatar das sombras os meus sonhos.

Restos de mim.

A neve. O inverno.

A neve. O inverno. o inverno.

E tenho frio___________________________...

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Escrever, 1998



Tirado da gaveta, onde há alguns anos dormia.

.............

Escrever para me falar e me ler.
Escrever para me contar e me dar.

Escrever talvez tão somente pelo
prazer de deixar correr a mente
neste rio de tinta escura,
indecisa cor entre entre o azul e o negro.

Escrever para exorcizar os medos,
o sufoco,
o grito que povoa
a alma perdida na ausência.
Escrever para colorir as cinzas,
reavivar os tons diluídos dos dias.

Escrever. Te.
Escrever. Lhe.
Escrever. Vos.

Um poema.
Um conto.
Um romance.

Talvez apenas uma carta.
Com apenas uma folha.
Talvez apenas um único verso
feito das mil palavras
que a minha boca cala,
que o meu peito emudece.

Escrever na urgência.
Nesta urgência de hoje,
deste momento presente.

Escrever aqui.
Escrever agora.
Escrever já!

Escrever longe da máquina,
longe do texto efémero
que se apaga deixando
apenas um rasto de luz
electrizando a memória.

Escrever com o punho,
com a ponta dos dedos
trémulos e febris.
Escrever.

Escrever sem ter de descrever.
Escrever a emoção.
As intensidades.

Um saco.
E nesse saco uma alma.
Uma rosa gotejante de sangue rubro.
Uma voz
que se escreve na tinta negra,
na letra hesitante
entre o ângulo e o círculo.

Uma voz que se ouve
na tecla do piano,
na chuva que cai,
no poema que grita
"Vem!".

Uma voz que se lê
nas páginas sussurradas
da escritora.
"On dirait qu' ils se ressemblent".
Semelhanças.

Uma alma!
A alma de quem escreve.
A alma de quem lê.
Espelhos.
Reflexos.

Escrever agora
a exaltação em crescendo!
Escrever a insuportável ideia
da perda,
da ausência,
do perfil mesclado com as sombras
que se deixa esquecer
para regressar
mais forte.

Escrever a dúvida.
Escrever a pergunta.
Escrever na recusa da resposta.
Escrever na teimosia.
Escrever na gaguez,
no medo,
na reticência,
no risco.

Escrever " não acredito" sabendo que acredito.
Escrever " não quero" sabendo que quero.
Escrever " não sei" sabendo que sei.
Escrever mentindo sabendo que me minto.

Escrever a mágica combinação dos números.
Contar as letras, as datas.
Contar o capricho,
a ironia do destino,
a marotice
dum qualquer deus desconhecido.

Julgar-me marioneta ignorando
quem me puxa pelos cordéis,
quem anima o meu corpo,
quem me faz viver.

E sentir-me tantas vezes
palhaço de olhar triste.

Sentir-me Colombina
chorando o seu Pierrot.

Escrever no acordar dos dias.
Abrir a janela e gritar:
"Acorda!"
Recolher no silêncio da casa e gemer:
"Morre!"...
Escrever o insulto:
Velha! Parva! Estúpida! Gasta! Louca!
Escrever a incredulidade:
não é possível!...não pode ser possível...

Escrever o mar.
Escrever aquela gota
que nasceu leve,
transparente
e se fez onda,
maré alta
que me me chama
e me enrola
e me arrasta
e me deixa morta
no areal.

E continuar escrevendo na doença,
neste mal (bem) que me consome.

"Estás magrita!" disseram-me há dias.

A doença da escrita
na palidez do rosto,
no olhar ausente.

Escrever a dor da doença
que se sente.

Tremo.
Queria parar de escrever
e não consigo.
Não!
Não tremo de frio.
Não tremo de medo.
Tremo.
Assim.
Levemente.
Estremeço.

E escrevo sem parar.
Sem reflectir,
sem escolher a palavra,
sem pensar na pontuação...

Escrevo com quem desabafa.
Como quem tem de falar.
Como quem precisa gritar:
"Ouve-me!"

E sinto subir o pranto,
o aperto..
Já não estremeço.
Agito-me da cabeça aos pés.
A letra foge,
nublada.
Enlouqueço.

E agora que escrever mais?
Que dizer mais?
E agora?
Que fazer?

Talvez recostar-me na cadeira.
Acender um cigarro.
Olhar através da janela e pensar:
Porque não escrever?
Porquê parar?

Clotilde S.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Ainda os afectos




Findo o Natal, chega o Ano Novo. Volta a arrumar-se a casa e os livros, inventa-se lugar para os novos presentes, areja-se um pouco ma non troppo, porque está muito frio... e depois? Que fazer enquanto se espera a folia carnavalesca, prenúncio dessa tão desejada primavera?

Talvez pegar naquele romance enorme, que acabámos por não ler nas férias grandes, e aguardar serenamente na dormência da lareira, que regresse o Sol com a sua mão cheia de dias intermináveis.

Entretanto,temos ainda e sempre o calor dos afectos, que não escolhem dia nem hora, ignorando a mutação das estações.

domingo, janeiro 04, 2009

Parabéns Caty!



A minha filhota linda faz hoje 16 anos!

Desejo-te as maiores felicidades, meu amor querido!
És a mais bela flor da minha vida, a cantiga que alegra
a nossa família, o sol que nos traz sorrisos a cada
instante.

Adoro ser tua mãe e tua amiga, sempre e a cada momento!

Parabéns e um abraço do tamanho do MUNDO!

Da mãe que muito se orgulha de ti e te ama muito!

quinta-feira, janeiro 01, 2009



Hoje, é o primeiro dia do Ano de 2009, o Dia Mundial da Paz e o Dia em que o meu Pai faria 84 anos, se ainda estivesse connosco.

Neste dia, são sempre tão intensas as recordações, que até me esqueço de fazer a minha lista de boas resoluções para o ano recém-nascido.

E depois admiro-me que a minha vida seja uma sucessão de surpresas.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Descobrindo o presente




Presente significa não apenas o momento actual, mas é igualmente sinónimo de prenda, de oferta.

Neste último dia do ano,acabo de olhar o céu e de ver surgir por entre as nuvens,ao longe,lá para os lados do mar,um belo arco-íris!

Espero que este presente dos céus, seja um sinal que nos incite a descobrir uma oferta em cada dia que nos é dado viver.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Train de nuit pour Lisbonne-Pascal Mercier





"Train de Nuit pour Lisbonne" do filósofo/romancista Pascal Mercier,foi-me recentemente oferecido pelo meu filho Luís Filipe.Com diversos trabalhos por terminar e toda a azáfama do Natal,não pude começar a lê-lo mais cedo, até porque, embora em formato poche, sempre são mais de 500 páginas e algo me dizia, que não se tratava de uma obra para ler a pequenos goles.

Finalmente, a gripe obrigou-me a parar e deu-me tempo para mergulhar de alma e coração no mundo do Gregorius e de percorrer com ele o caminho entre Berna e Lisboa, numa busca a um tempo real e mágica do poeta Amadeu do Prado.Um caminho em que surgem aos poucos todas as grandes questões da vida e da morte. Um caminho que nos obriga a parar,meditar,ganhar fôlego e continuar.

Este é sem dúvida um dos melhores romances que li até hoje. Daqueles que apetece guardar como livro de cabeceira para ir relendo e absorvendo.

A versão portuguesa é da D.Quichote e intitula-se "Combóio Nocturno para Lisboa".

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Homenagem de Natal



Também eu já fui emigrante.Passei uma parte da minha infância e da minha adolescência fora do meu país.Foram cinco anos de viagens e andanças, a deixar para trás terras, casas, amigos, familiares... até me fixar de novo aqui e reaprender a criar raízes.
Nesta quadra, deixo aqui a minha homenagem e compaixão por todos os nossos Portugueses, que estão no estrangeiro e vivem na saudade da nossa terra e também por todos os estrangeiros, que deixaram os seus países para se fixarem em Portugal, onde nem sempre os sabemos estimar e acarinhar como merecem. Para todos, do fundo do meu coração, os votos mais sinceros de Feliz Natal , Boas Festas e de muita LUZ e ALEGRIA no novo ano!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Poema de Natal

Gifs by Oriza - Lindos gifs, poemas, mensagens, recadinhos, scraps





Encontrei este poema de Natal,lindo, de uma ternura tão grande, a lembrar as recitações da nossa infância.
Muita Paz e muita Luz, para todos vocês, meus amigos !

Sonhos

A Natureza dorme o seu sono invernal.
Amanhã, a Primavera acordará de novo
para repovoar a Terra de Flores e de Sonhos.
C.S.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Natal


A Melhor mensagem de Natal é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida.

(autor desconhecido)

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Persiste em mim esta vontade de Sol.

____________________________Dias de chuva sem fim...

sábado, maio 03, 2008

L´absence: une chanson, un poème



Nostalgia do Reggiani, do Georges Moustaki, do Brassens...


sexta-feira, maio 02, 2008

sábado, março 08, 2008

QUERO-TE!


SOL DE MAIO

QUERO-TE COMO SE QUER AO SOL DE MAIO,AINDA TÍMIDO E JÁ QUEIMANDO A MINHA PELE...
RAIOS QUE VOU RECOLHENDO UM A UM NESTAS PÁLPEBRAS TÃO CEGAS DE LUZ.
E JÁ TE IMAGINO SOL DE AGOSTO,ARDENTE, INCANDESCENTE BOLA DE CRISTAL,DEVASTANDO A FLORESTA VIRGEM DE MINH'ALMA !
QUERO-TE COMO SE QUER ÁS ÁGUAS DE ABRIL,BREVES, FRESCAS, SALPICANDO O MEU SORRISO,CAINDO DE MANSINHO NAS FRESTAS ABERTASDE MEUS LÁBIOS TÃO CHEIOS DE SEDE.
E JÁ TE IMAGINO TEMPESTADE DE ESTIO,INUNDANDO MEU CORPO SUADO,REBENTANDO AS VEDAÇÕES DO MEU SECRETO JARDIM.
QUERO-TE COMO SE QUER Á CANÇÃO DE EMBALAR DELICADA E CASTA,
DOCES VERSOS PROTECTORES,ENCHENDO MEUS OUVIDOS TÃO SURDOS DE MÚSICA.
E JÁ TE IMAGINO ORQUESTA SINFÓNICA , DE ALTISSIMAS E POSSANTES NOTAS,QUEBRANDO A FRÁGIL PORCELANA DO MEU COLO.
QUERO-TE COMO AO RIBEIRO SALTITANTE,SERPENTEANDO ALEGREMENTE P'LA MONTANHA,DERRETENDO MEUS VELHOS GLACIARES DE MEDOS.
E JÁ TE IMAGINO DO VULCÃO A LAVA,ANIQUILANDO NA TERRA DO MEU CORPOO QUE LHE RESTA DE VERDE SEARA.
QUERO-TE COMO SE QUER Á IMAGEMQUE NO ESPELHO SE REFLECTE E TEMOS MEDO DE QUEBRAR.
QUERO-TE COMO SE QUER Á CRIANÇAQUE NO VENTRE CARREGAMOS E TEMOS MEDO DE PARIR.
QUERO-TE COMO SÓ NA POESIA SE PODE QUERER !
..

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Das minhas ondas


Queria encontrar-te nos caminhos das pedras,
na aresta aguçada de uma perdida falésia,
no rolar dos seixos, sempre que a maré sobe.

Mas existe este espaço infinito entre nós,
feito de areias finas e de águas turquesas...

Invento-te na centrifugação das minhas ondas.
Busco-te ali, onde sei que não te encontras. Ainda...







quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Poema primeiro





Poder inventar-te assim.

Na esperança de percorrer os labirintos obscuros do teu corpo.

Tuas. A voz, a derme, a expressão dolorosa duma carne.

Adivinho no teu sangue um rio longínquo,
escarlate foz no coração.

Mortalmente ferida, mas respirando ainda,
dispo-me de mim na solidão das luas.

Poder inventar-te assim.

Perdido.
Ignoto.
Absoluto.
Amor.
Meu Poema primeiro e Sonho último!

Recriar-te nos caminhos flamejantes da paixão.
Nas vias sempre em crescendo dos teus gestos.

Mas há um vazio de ti, neste poema.
Ausentes que estão os movimentos circulares e lentos do desejo.

E eu continuarei a buscar-te enfeitada de palavras,
no aconchegante sortilégio da minha rima.


sexta-feira, fevereiro 08, 2008

A Força

A Força revela-se pelo
poder do Silêncio.

Sem gritos.
Sem armas.
Sem feridas.

segunda-feira, janeiro 21, 2008


É sempre para aqui, para este lugar, que volto.
De passos leves para não acordar os medos.
Sento-me no chão do terraço e escuto as marés
que escondi no meu saco de conchas.
Secreta e mansa como felino na noite,
encosto o ouvido a essas caixas da memória ,
enrosco-me no ontem.
Foi há tanto tempo que sonhei escrever.
Gosto desta clandestinidade feita de letras brancas.
Do código sagrado da palavra oculta.
Do sentido que mal se adivinha na bainha do poema.
É para aqui que sempre fujo,
quando a voz me grita e me lança nos braços da insónia.
Vai e escreve, diz-me ela.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Pequenas gotas

"Little drops", print in art.com

Pequenas gotas
de um oceano ainda puro.
Pretérito perfeito
do tempo em que fui menina.
Hoje apenas conjugo
marés negras
e se pequenas gotas encontro
são
as das lágrimas
que cansei de chorar.

sexta-feira, outubro 26, 2007



A Lua Cheia
iluminou as nuvens esta noite.
E o céu fez-se
manta de brocado.

Roubada ao Sol.
A Luz.
Furto cintilante.