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segunda-feira, janeiro 16, 2012
Luar
Se me ensinares os segredos do silêncio,
para sempre o meu poema será teu!
Se me contares dos campos e das sementes,
a terra inteira cobrirei de rubras rosas!
Se me deres tintas coloridas de arco-íris,
pintarei de azul de Vermeer o teu céu !
Se souberes dos voos e das rotas,
seguir-te-ei no dorso das mariposas!
Mas se fores apenas o segredo,
a escuridão imensa?
A inquietação?
Se apenas fores o luar de janeiro,
o frio do inverno, a chuva intensa?
Este vento que me arrasa o coração?
Seja eu então a escrava nua,
ao tronco frio acorrentada.
Seja eu apenas a triste Lua,
que na minha alma se vê espelhada.
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quinta-feira, setembro 29, 2011
Meu Poema Setembro
Despeço-me do dia, do jardim, das fadas
do silêncio da noite, do temor, dos medos...
e digo olá à madrugada e digo olá á madrugada!
Nascem palavras sob os meus dedos.
São sempre iguais estas mãos calejadas, feridas, escravizadas pela escrita!
Ás vezes frias, às vezes mortas..
Endurecidas pela dor, cansadas de bater a tantas portas!
Por vezes meigas, doces, abençoadas,suavizadas pela esperança,
São sempre as mesmas, as minhas mãos ,reescrevendo poemas, exorcizando a desdita.
Minhas mãos Mulher,minhas mãos Paixão,minhas mãos Ternura, meu Ser criança.
Despeço-me do dia, da azáfama, do calor,
da partilha da noite,em que meu sonhar relembro...
e digo olá à madrugada. Olá Luar! Olá Amor!
Renasceu Poema o meu Setembro!
do silêncio da noite, do temor, dos medos...
e digo olá à madrugada e digo olá á madrugada!
Nascem palavras sob os meus dedos.
São sempre iguais estas mãos calejadas, feridas, escravizadas pela escrita!
Ás vezes frias, às vezes mortas..
Endurecidas pela dor, cansadas de bater a tantas portas!
Por vezes meigas, doces, abençoadas,suavizadas pela esperança,
São sempre as mesmas, as minhas mãos ,reescrevendo poemas, exorcizando a desdita.
Minhas mãos Mulher,minhas mãos Paixão,minhas mãos Ternura, meu Ser criança.
Despeço-me do dia, da azáfama, do calor,
da partilha da noite,em que meu sonhar relembro...
e digo olá à madrugada. Olá Luar! Olá Amor!
Renasceu Poema o meu Setembro!
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segunda-feira, março 30, 2009
Cartas de Amor

Uma aluna, a quem dou explicações de Língua Portuguesa, trouxe para a lição de hoje uma "Carta de Amor". Pretendia que eu a corrigisse, já que se trata de um exercício de produção escrita para entregar ao professor, após as férias da Páscoa.
Este episódio, que nos valeu a ambas uma boa hora de divertimento (afinal estamos de férias !), levou-nos a concluir que já pouca gente escreve cartas de amor.A sua total falta de prática e de inspiração, apesar dos jovens 16 anos, são bem prova disso.
Nos nossos dias, com os telefones portáteis, as mensagens gratuitas, o correio electrónico e, acima de tudo, a facilidade dos postais "pronto-a-enviar" com imagem, texto e música, fazem com que o Amor não se escreva e os sentimentos não se exprimam por palavras. Daí a não se saber sequer falar de emoções vai um passo tão pequenino... E quem não fala, não se entende.
E triste, todavia.O Amor precisa de elogios, de sonhos, de suspiros e de palavras bonitas; não sobrevive a demasiados silêncios. Tudo isto apesar de "todas as cartas de amor serem ridículas", no dizer de Pessoa.Mas não seremos todos um pouco tontinhos e ridículos quando amamos?
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