sábado, setembro 24, 2011

Sem palavras


Sem palavras. 
Não, não insistas, não digas nada!
Imagina apenas que folheias as páginas deste livro
com o toque alvo e puro do meu vestido de brocado.
Sem palavras.
Limita-te a caminhar na berma azul e silenciosa da madrugada ,
 até que chegue a hora  em que os pássaros abandonam a ramagem das acácias.
Sem mais palavras do que aquelas que fazem eco nas águas quietas do coração.



2 comentários:

Eduardo Aleixo disse...

Em silêncio os pássaros abandonam os ramos das acácias e vêm espreitar o desenho da brisa sobte as águas e começam a cantar o segredo melodioso do teu coração.
Lindo e formoso o teu poema e ronronante como o veludo das tuas vestes de fada à beira das águas.

Clotilde S. disse...

Muito obrigada, Edu!
Sabes ler-me e deixar-me sem palavras.