quinta-feira, setembro 29, 2011

Meu Poema Setembro

Despeço-me do dia, do jardim, das fadas
do silêncio da noite, do temor, dos medos...
e digo olá à madrugada e digo olá á madrugada!

Nascem palavras sob os meus dedos.

 São sempre iguais estas mãos calejadas, feridas, escravizadas pela escrita!
Ás vezes frias, às vezes mortas..
Endurecidas pela dor, cansadas de bater a tantas portas!
Por vezes meigas, doces, abençoadas,suavizadas pela esperança,
São sempre as mesmas, as minhas mãos ,reescrevendo poemas, exorcizando a desdita.
Minhas mãos Mulher,minhas mãos Paixão,minhas mãos Ternura, meu Ser criança.

Despeço-me do dia, da azáfama, do calor,
da partilha da noite,em que meu sonhar relembro...
e digo olá à madrugada. Olá Luar! Olá Amor!

Renasceu Poema o meu Setembro!

4 comentários:

Eduardo Aleixo disse...

É um lindo olá à madrugada ao luar às nascentes da beleza do amor do sorriso olá adeus ó dor olá adeus ó mágoas olá minhas tuas mãos completas de dureza de moleza de ternura de terra de ceu de gritos de sussurros mãos de silêncio e de canto mãos de solidão e de paixão que lindo olá cavalga na gazela do poema donzela de peito aberto à quentura inesgotável do amor.

João P. disse...

Mas é belo o teu Setembro!

Que belo!

Bjs

João

João P. disse...

Clotilde:

Votos de um excelente 2012. Tudo de bom para ti e para os teus!

Bjs

João

poetaeusou . . . disse...

*
nascem palavras nos teus dedos,
não duvido, não !
,
conchinhas apalavradas, ficam !
,
*