
Perdes-te nos contos, mulher,
nos círculos intemporais dos sonhos,
e acordas envolta numa espiral de lendas.
Era uma vez... o teu olhar, mulher, a tua voz.
Era uma uma vez, uma hera no jardim da casa grande.
O teu recanto, o teu refúgio, a legenda da tua meninice.
Perdes-te nos poemas, mulher,
nos segredos sussurrados entre parênteses,
e acordas envolta num xaile negro de saudade.
Era uma vez... a tua alma, mulher, teu coração.
Era uma vez, um terraço longo, imenso, sobre a cidade.
O teu castelo, o teu farol, a tua torre,o teu forte de mulher!
Perdes-te no silêncio,mulher,
nos diálogos em surdina que povoam a tua mente,
e acordas cantando no papel misteriosas rimas.
Mais uma vez, mulher. Só mais uma vez.
Abre a janela, mulher, e voa nesse céu aberto!
Gaivota sem norte te chamaram um dia
e o teu mar, mulher, é já ali.
10 comentários:
Que beleza! Lindo demais!
Muitas bênçãos e uma ótima semana...
Clotilde:
Que te posso eu dizer?
Fantástico!
Imagino que ser mulher é isso mesmo
Beijo
João
Demais! Muito bom
beijos
Poesia de primeira água, bem burilada, escrita com a mestria e a verve de quem não anda nestas andanças a brincar aos poetas e às poetisas.
Parabéns, Clotilde. Poetisa já és.
Abraço
Jorge
Reyel, querida,
Boa semana para ti também. Mimas-me demais. Assim fico vaidosa.
Beijinhos para esse lado do oceano.
Clo
João Paulo,
E imaginas bem, meu amigo.
Fantástica é esta tua amizade.
Beijo,
Clo
Angela,
Gosto que tenhas gostado. Obrigada.
Beijinhos,
Clo
Há tanto modo de fazer poesia,Jorge.
Escrever é apenas uma delas. .)))
Obrigada pela tua visita. Gosto de te ver por aqui.
beijo,
Clo
Não hei-de eu gostar da água, se ela, escorreita, leve, sem esforço, me seduz, na Natureza, e nos versos sublimes, como os teus! É um lindo poema, tão leve, tão indelével, que mal toca e beija em coisas tão essenciais, na almofada da tua memória. Gostei, ao ler-te, de ver os peixes dançarolando nas águas do aquário, assim como a evocação que fazes às gaivotas e ao mar. Não sei porquê, pressenti que gostavas que eu fosse ver os peixes e escrevesse algo sobre as gaivotas. Assim fiz. E vou dormir. E deixo um beijo. Edu
Com tanto mimo, como deixar de escrever?
Obrigada, Edu.Ainda bem que reparaste nos peixinhos.
Beijo e boa noite,
Clo
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