
Vazia agora está a cadeira do Poeta,
douradas folhas já a cobrem no terraço,
e docemente chora a chuva nesse espaço
onde a Poesia tinha Musa predilecta.
Num ramo fino, ali canta uma avezinha,
no desatino, a melodia sobe aos céus,
final do Verão e já Outono se avizinha,
mas inda há esperança no piar dos cantos seus.
E se o Poeta deixou versos espalhados,
a pobrezinha recolhe-os com mil cuidados,
pelas margens do ribeiro suave e terno.
No seu bico guarda o mais doce refrão,
que a alimenta e lhe aquece o coração
como se fora um lírio sob a terra no Inverno.
6 comentários:
Só que...
...cada folha que cai sobre a cadeira vazia do poeta,
transportada pela canção suave do vento,
E iluminada por uma luz doce, meiga e terna
Na luz algodoada do poente,
faz entrar no bico do passarinho
uma nova e diferente canção,
que lhe traz a suavidade
tão necessária ao coração.
Muito suave e tristonho como o outono.
beijos
Bonito poema!! Beijos.
Eduardo,
E de novo, de um soneto fizeste poesia.
Beijinho e obrigada pela visita.
Clo
Angela,
Quando há uma réstea de esperança, nada é assim tão tristinho.
Beijinho,
Clo
E beijos para ti, Paula.
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