domingo, maio 06, 2012

Lua cheia





Escrever o silêncio.
A paz possível.
Agarrar na metáfora,
nas palavras não pronunciadas,
nos gestos transparentes, 
e tudo guardar na opacidade húmida da alma.
A noite estende o seu azulado manto de veludo.
As nuvens? Salpicos de arminho.
E depois?
Depois_____________________________________ a Lua!
Esse estranho planeta misterioso e mutável como as fêmeas.
A Lua dos feitiços e dos segredos.
Também ela silêncio.
Também ela metáfora.
Toda ela noite!

C.S/2012

3 comentários:

Eduardo Aleixo disse...

Noite dos segredos.
Feitos e partilhados em silêncio.
Com voz cheia de alma para alma.

poetaeusou . . . disse...

*
Minha amiga,
,
Palavras,
Que salpicam quem as lê,
Metáforas de arminho,
No caminho,
Dos enfeitiçados segredos .
,
Conchinhas lunares,
deixo.
*

José Freitas disse...

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